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C
u b a
14.
INFORMAÇÕES PÚBLICAS OU ACESSO A FONTES OFICIAIS
O direito de buscar e
coletar informações de fontes públicas não está
reconhecido como direito do jornalista nem dos meios de comunicação.
Entretanto, o Partido tem esse poder, como força dirigente superior
da sociedade e do Estado (art. 5o da Constituição). Na prática,
o acesso a certos documentos públicos em registros como a Biblioteca
e o Arquivo Nacional está limitado e é controlado de maneira
rígida. Requerem do solicitante uma carta de autorização
oficial para consultar esses documentos
Quando se trata de documentos do governo, o acesso é limitado segundo
as Normas de Segurança do Sigilo Estatal dispostas na Lei de Sigilo
Estatal, aplicável para todos os organismos da administração
do Estado. A violação delas constitui crime, de acordo com o
Código Penal em vigor.
Apesar de a Lei de Sigilo Estatal contemplar períodos de caducidade
das informações, o Estado cubano ordena a destruição
dos materiais que podem ser sigilosos para evitar, assim, a análise
das informações. Foi o que ocorreu em 1990, quando se ordenou
a incineração de todos os arquivos dos departamentos UNO, como
é chamado o departamento que controla e determina o nível de
classificação das informações geradas nos organismos
dependentes do Estado. O departamento UNO é subordinado diretamente
ao Estado-maior do Ministério das Forças Armadas (MINFAR).
A Constituição da República não estabelece o direito
do cidadão de ter acesso às informações como exercício
individual. O direito a dar informações é exclusivo ao
Estado, e o Partido como fonte emissora superior. O direito a estar informado
é exercido pelo povo com as informações complementares
das emissoras de rádio estrangeiras (principalmente BBC, Voz da Alemanha,
Rádio Nacional da Espanha, Rádio Netherlands, Rádio França)
e as do exílio (Radio Martí, La Voz del CID, La Voz de la Fundación
e as emissoras de Miami). Ouvir essas estações de rádio
é ato punível pela lei.
A Seção de Interesses da Embaixada dos Estados Unidos entrega
diariamente e gratuitamente 100 exemplares do jornal El Nuevo Herald, editado
em Miami, além de 300 assinaturas.
A Biblioteca da Maçonaria Cubana, em Havana, possui uma seção
de materiais de referência, apenas para circulação interna,
que por seu uso freqüente parecem ser de interesse para muitos técnicos
e profissionais. Ao contrário do estabelecido para as bibliotecas estatais,
nesta não se exige identificação política ou documento
oficial.
As embaixadas de países ocidentais em Cuba distribuem, ocasionalmente
e de forma individual, material informativo que ajuda certos cubanos da ilha
- opositores, dissidentes e alguns membros do Partido, governo, segurança
do Estado e Forças Armadas - a estar mais bem informados sobre temas
relativos a Cuba e à realidade internacional.
Mesmo se quiser, o cidadão comum da ilha terá dificuldades em
receber, em Cuba, informações verazes e imparciais. A desinformação
oficial e extra-oficial que circula é tão volumosa que é
quase impossível dispor de fontes válidas e tempo para chegar
a elas em meio à profunda crise material e moral que abate o país.
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trás ao cano principal
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