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ALEJO MIRÓ
QUESADA
Discurso de entrega do prêmio do Presidente
Indianápolis, Indiana
11 a 17 de outubro de 2005
Uma das mais simpáticas
tradições do trabalho do presidente da SIP é ter autoridade
para entregar um prêmio.
E para o prêmio
do presidente não existem regras. É totalmente ad libitum. Tão
ad libitum que não é preciso justificá-lo nem apresentá-lo
perante jurados. Tem-se apenas o dito muito poderoso e muito peruano: “Me
da la gana, pues”. “Me deu vontade e pronto.”
Havia vários
candidatos porque são muitos os que merecem o prêmio. Mas tive
que escolher um e quero lhes contar como fiz minha escolha.
Estava em Nairóbi
representando a SIP na reunião anual do IPI, e me pediram para fazer
uma apresentação na qual pudesse falar do meu trabalho.
Pois bem, houve
um tópico que fez tanto sucesso que em poucos meses uma delegação
de jornalistas africanos aterrissou em Miami para nos pedir mais informações.
E o motivo disso
não foi gratuito. Quando nosso premiado foi presidente dessa comissão,
assumiu o trabalho com tanto idealismo que em pouco tempo transformou-a em uma
comissão emblemática. Seu atual presidente foi inclusive convidado
a Londres, pela WAN, para falar sobre o tema no Dia Mundial da Liberdade de
Imprensa.
Quis o destino que nosso premiado se afastasse, apesar de ainda estar próximo,
quando a SIP teria sem dúvida lhe destinado um lugar no topo. Mas todos
nós o conhecemos e sabemos que a SIP corre no seu sangue e palpita no
seu coração.
Chamo agora –
e é claro que vocês já sabem de quem estou falando –
Alberto Ibargüen, de quem sempre nos lembraremos como o criador e fundador
da Comissão Impunidade, e que é agora presidente da Fundação
Knight-Ridder.
Alberto, é
uma grande honra para mim lhe entregar o Prêmio do Presidente 2005.
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