|
DIANA DANIELS
Discurso
Indianápolis, Indiana
7 a 11 de outubro de 2005
Buenas noches,
señoras e señores, amigos.
Boa noite senhoras e senhores, amigos.
Good evening, ladies and gentlemen, friends.
Gracias, Scott
y al Comité Anfitrión de Indianápolis por haber ofrecido
a la SIP la mejor bienvenida tipo “hoosier” es decir de gran hospitalidad.
Obrigada Scott e obrigada Comitê Anfitrião de Indianápolis
por terem oferecido à SIP as melhores boas-vindas no estilo “hoosier”,
ou seja, uma grande hospitalidade.
Gracias a cada
uno de Uds. por la oportunidad que me han dado de dirigir esta augusta organización.
Obrigada a todos vocês pela oportunidade que me deram de liderar essa
magnífica organização.
Uds. me han otorgado
un gran honor.
Isto é para mim uma grande honra.
Acepto esta responsabilidad
con humildad y haré lo mejor que pueda para confirmar la confianza que
han depositado em mi.
Aceito essa responsabilidade com humildade e farei o máximo para responder
à altura a confiança que me foi depositada.
Voy a trabajar
para servir a los principios fundamentales de nuestra institución que
tanto queremos y trabajaré con todos Uds. para analizar los temas, orquestrar
nuestra defensa y tomar acción, todo ello para respaldar la libertad
de expresión.
Trabalharei para seguir os princípios fundamentais da nossa instituição
que tanto queremos e trabalharei com todos vocês para analisar as questões,
orquestrar a nossa defesa e tomar as medidas necessárias, tudo isso para
apoiar a liberdade de expressão.
Basta ya de mi
insuficiente español.
Mas agora já chega de usar o meu espanhol deficiente.
Sigo os passos
de tantos notáveis presidentes. Mas há um que merece menção
especial por todo seu incentivo para que eu assumisse papéis de liderança
na SIP. Trata-se de Tina Hills, a primeira mulher a ser presidente desta organização.
E em nome da liberdade de imprensa em todos os lugares e na nossa organização,
ofereço meus cumprimentos a meu antecessor Alejo Miró Quesada
por seu extraordinário ano como presidente e por todo o trabalho que
realizou para a SIP ao longo de vários anos.
Tenho uma imensa dívida de gratidão a Don Graham e The Washington
Post Company por terem me trazido para a SIP e pelo seu constante suporte ao
meu trabalho na SIP.
Como muitos de vocês que já trabalharam comigo sabem, acredito
em discursos curtos e essa noite não será diferente.
O mundo de hoje
é muito diferente daquele de quando participei da minha primeira reunião
no primeiro semestre de 1996 na Cidade do Panamá. A Internet como um
meio de notícias e informações estava em sua infância.
Não havia Blackberries, Treos, iPods ou blogs. Em 1996, havia 44 milhões
de assinantes de celular nos Estados Unidos, hoje há mais de 196 milhões
de assinantes de sistemas sem-fio. As profundas mudanças na maneira em
que as pessoas de todos os lugares se comunicam e recebem informações
estão moldando e transformando o mundo e, com ele, a SIP. Os tempos mudam,
e a SIP também precisa mudar. A missão premente da nova SIP é
igual à antiga, definida há cerca de 63 anos – promover
a liberdade de expressão em todo o hemisfério. O desafio para
nós é promover a liberdade de expressão em todo o hemisfério.
Nosso desafio é preservar a SIP para as próximas gerações
e, ao fazer isso, abraçar a mudança. Para renovar a SIP, temos
que ser audaciosos.
Assim, no próximo ano, planejo enfocar três áreas:
Primeiro, continuar buscando formas de defender e fortalecer a liberdade de
imprensa em todo o hemisfério, da Argentina aos Estados Unidos, do Canadá
à Venezuela. E um dia haverá liberdade de imprensa em Cuba como
resultado da coragem de homens e mulheres como Raúl Rivero e Manuel Vasquez
Portal. Gostaria de lembrar aos “Hugo Chávez” e aos “Fidel
Castro” do mundo que não é porque a SIP mudou de presidente
que deixaremos de dedicar todos os nossos esforços para continuar a buscar
o cumprimento do estado de direito e uma imprensa livre na Venezuela e em Cuba
e em qualquer lugar do hemisfério em que a liberdade da expressão
estiver sendo atacada.
Os jornalistas continuam sendo presos. Muitos sofrem calúnias e ameaças,
violência, intimidação e até a morte na busca da
liberdade no exercício da sua profissão. Trabalhando junto com
o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa, Gonzalo Marroquín,
e outros, quero manter a atenção dos povos do hemisfério
nas ameaças a uma imprensa livre através de contatos constantes
com autoridades de cada país, divulgando as causas e conseqüências
dos crimes contra jornalistas, fornecendo as jornalistas aos ferramentas para
realizar o jornalismo investigativo.
Como parte dos nossos contínuos esforços do Projeto Chapultepec
de travar diálogos construtivos sobre o papel que os governos e advogados
desempenham para proteger a liberdade de imprensa, partirei em três semanas
para a Argentina para participar de uma conferência legislativa e de um
workshop sobre temas jurídicos.
Apesar de o interesse da SIP ter sido principalmente as Américas, continuamos
nos preocupando com os possíveis riscos para a liberdade de imprensa
em todos os lugares associados à Cúpula Mundial sobre a Sociedade
de Informação. A fase final será executada de 16 a 18 de
novembro na Tunísia, onde estaremos muito bem representados por Andrés
García Gamboa, Jorge Canahuati, Julio Muñoz, e Ricardo Trotti.
Cabe a todos nós garantir que as delegações de cada um
dos países da Cúpula apóiem a liberdade de expressão,
liberdade de imprensa e os princípios da Declaração de
Chapultepec.
Em segundo lugar, finalizar o processo do plano estratégico iniciado
esse ano para construir uma SIP que perdure. Precisamos fazer perguntas sérias
sobre o lugar da SIP no mundo das comunicações instantâneas,
telefones celulares e Internet, e do declínio do número de leitores
dos jornais. Precisamos transformar a SIP de hoje na SIP do amanhã para
garantir que a SIP continue sendo a organização de imprensa mais
dinâmica, relevante e inovadora no hemisfério.
Precisamos manter o apoio de tantos amigos da SIP – a McCormick Tribune
Foundation, a Knight Foundation, a Fundación Angel Ramos, The Freedom
Forum, James S. Copley Foundation, The MacArthur Foundation, The Ellen Browning
Scripps Foundation, The Scripps Howard Foundation, para mencionar somente alguns
– e obter um novo suporte entre membros da SIP e outros. Precisaremos
também renovar a afiliação de todos vocês aqui e,
com a ajuda de Jorge Fascetto, presidente honorário, e Edward Seaton
e Jayme Sirotsky, co-presidentes do Comissão de Novos Sócios,
trazer novos sócios de todas as partes, mas principalmente do Canadá,
Estados Unidos e Brasil.
Em terceiro lugar, obter o suporte dos povos das Américas para uma imprensa
livre. Ao escolher essa área, enfoco a necessidade de credibilidade e
o trabalho que será feito na conferência que será liderada
por Jack Fuller sobre valores jornalísticos. A democracia e a liberdade
de expressão caminham juntas. Nas sociedades em que a liberdade de expressão
floresce são maiores as chances de se obter justiça e melhores
condições de vida para todos.
Mas por que os subnutridos e os famintos deveriam se preocupar com uma imprensa
livre? Por que uma família que sofre de tifóide ou desinteria
e não tem acesso a serviços de saúde deveria se preocupar
com a liberdade de imprensa? Por que uma família cujos filhos precisam
trabalhar para complementar os baixos salários dos pais deveria se preocupar
com uma imprensa livre? Por que um trabalhador rural que se mudou para a periferia
de uma metrópole deveria se preocupar com uma imprensa livre?
Porque uma imprensa livre ajudará a alimentar os que têm fome,
a oferecer assistência médica aos doentes, educação
aos analfabetos, moradias decentes para os pobres ao revelar as causas da fome,
da doença e da pobreza, ao expor a corrupção, ao chamar
a atenção para esses problemas.
Pedi a Juan Luis Correa e a Gustavo Mohme que liderassem uma comissão
que supervisionará o desenvolvimento de uma campanha publicitária
não tradicional para chamar a atenção do cidadão
comum sobre os motivos que fazem com que uma imprensa livre seja importante
na sua vida diária. Como Katharine Graham observou: “A verdade
é que a ‘liberdade de imprensa’ não é tanto
a liberdade para a imprensa, mas o direito do cidadão de ser informado…
Sem informações de altíssima qualidade e altamente profundas,
perdemos a capacidade de governar a nós mesmos no nosso tipo de democracia.
Entregamos nossos pensamentos a outras pessoas que pensarão por nós.
Se abandonarmos nosso pensamento crítico a ditadores de mentes, entregaremos
a eles também nossas liberdades. Se as pessoas não entendem quais
são nossas liberdades e por que são essenciais, não lutarão
para mantê-las e correm o risco de assistir, passivas, suas liberdades
se desvanecerem. A melhor maneira de manter a liberdade de imprensa, e a liberdade
em si, é saber o que ela significa e exercê-la também com
sabedoria”.
A força desta organização está em todos vocês,
em seus vários membros em todos os países do hemisfério,
com exceção de Cuba. O sucesso desta organização
está nas suas mãos, mais do que nas minhas. Sendo assim, nesse
momento em que inicio meu mandato, peço que apóiem a SIP e sua
missão através de fundos e de uma participação ativa.
Pedi que Gonzalo Marroquín continuasse sendo presidente da Comissão
de Liberdade de Imprensa e Andrés García Gamboa que presidisse
a subcomissão da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação.
Nomeei Gustavo Mohme e Jose Santiago Healy como co-presidentes da Comissão
de Prêmios; Sergio Muñoz e Bartolomé Mitre serão
co-presidentes da Comissão Chapultepec; Fabricio Altamirano foi nomeado
presidente da Comissão de Mídia Eletrônica; Luis Alberto
Ferre será o presidente da Comissão de Finanças, Jesus
Diaz será o presidente da Comissão de Auditoria. Nomeei Edward
Seaton e Scott Schurz como co-presidentes da Comissão de Fundações;
Milton Coleman como presidente da Comissão de Futuras Sedes; Enrique
Santos Calderón continuará sendo presidente da Comissão
de Impunidade; Armando Gonzalez Rodicio será presidente da Comissão
Jurídica; Jorge Canahuati Larach e Nélida Rajneri serão
co-presidentes da Comissão de Assuntos Internacionais; Rafael Molina
será presidente da Comissão de Planejamento Estratégico;
e, como já mencionei, Edward Seaton e Jayme Sirotsky serão co-presidentes
da Comissão de Novos Sócios. Pedi que Bruce Brugmann fosse presidente
da subcomissão de Novos Sócios na América do Norte e que
André Jungblut presidisse a subcomissão de Novos Sócios
para América Latina e Caribe; Liza Gross será presidente da subcomissão
para Orientação a Novos Sócios; e Tony Pederson presidirá
a subcomissão Interamericana. Nomeei Silvia Miró Quesada para
presidir a Comissão de Jornal na Educação; Rafael Molina
para dirigir a Comissão de Programas; Alejo Miró Quesada para
presidente da Comissão de Nomeações; e Tom Fiedler para
presidir o Conselho Consultor do Instituto de Jornalismo Investigativo.
Gostaria que vocês dessem o reconhecimento merecido a todas essas pessoas
por sua disposição em assumir a responsabilidade dessas funções
tão importantes. Gostaria de lhes pedir uma salva de palmas para o trabalho
feito pelos funcionários da SIP tão competentemente liderados
por Julio Muñoz e Ricardo Trotti, sem os quais os esforços da
SIP não poderiam ser executados. Para terminar, gostaria de pedir uma
salva de palmas a vocês mesmos, pois sem o seu trabalho e suporte financeiro
a SIP não poderia existir.
Y, entonces, quisiera
terminar con las siguientes palabras por el immortal Miguel de Cervantes en
la transcendencia de la libertad de expresión.
Assim, gostaria de terminar com as seguintes palavras do imortal Miguel de Cervantes
sobre a transcendência da liberdade de expressão:
“La libertad – le dice el hidalgo a su escudero – es uno de
los más preciados dones que los cielos dieron a los hombres”.
“A liberdade”, disse o cavaleiro a seu escudeiro, “é
um dos bens mais preciosos que os céus concederam aos homens”.
Muchas gracias.
Muito obrigada. Thank you.
|