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IMPUNIDADE-COLÔMBIA
II
Resolução da 62a Assembléia Geral
Cidade do México, México
2006
CONSIDERANDO
que quatro anos depois do assassinato do jornalista Orlando Sierra, subdiretor
do jornal La Patria, de Manizales, a procuradoria ordenou que se realizasse
uma audiência para ouvir a “versão livre” de Ferney
Tapasco, ex-presidente da assembléia de Caldas e cujo nome foi mencionado
há mais de um ano por testemunhas como suposto responsável pela
morte do jornalista
CONSIDERANDO
que a procuradoria acusou Pablo Emilio Quintero Dodino e Bolmar Said Sepúlveda
de serem os autores materiais do assassinato de José Emeterio Rivas,
ocorrido em 7 de abril de 2003, mas que na mesma decisão encerrou a investigação
contra Julio Cesar Ardilla Torres, ex-prefeito de Barrancabermeja, como suposto
autor intelectual
CONSIDERANDO
que em 27 de julho passado, Andrés Darío Cervantes Montoya, conhecido
como “El Chiche”, confessou a um promotor ter assassinado o jornalista
Efraín Alberto Varela Noriega, diretor da rádio Meridiano 70,
em 28 de junho de 2002 em Arauca, e fez um acordo para redução
da pena
CONSIDERANDO
que entre as 15 investigações escolhidas para serem reabertas
estão as dos assassinatos de Carlos Lajud Catalán (suspensa em
fevereiro de 2006) e de Gustavo Ruiz Cantillo (suspensa em janeiro de 2004)
e que seus processos foram transferidos de Barranquilla e Santa Marta, respectivamente,
para a Unidade de Direitos Humanos, em Bogotá
CONSIDERANDO
que apesar de o promotor Mario Iguarán e o diretor da Unidade de Direitos
Humanos, Leonardo Cabana, terem se comprometido a impulsionar as investigações
de pelo menos 15 processos de crimes contra jornalistas, foram suspensos no
último semestre quase 20% dos casos de crimes contra jornalistas e não
houve progresso no levantamento de provas em mais de 45% dos casos
CONSIDERANDO
que o trabalho de acompanhamento realizado pela URR da SIP sobre o trabalho
da procuradoria para determinar os responsáveis pelos assassinatos de
jornalistas verificou que são necessários mais recursos e o suporte
permanente das autoridades judiciais
CONSIDERANDO
que desde novembro de 2004, quando a Unidade de Direitos Humanos da procuradoria
reassumiu o caso do assassinato de Jaime Garzón (13 de agosto de 1999),
até agora, houve pouco ou nenhum progresso, apesar de um juiz ter pedido
à procuradoria que “continue a investigação separadamente
e imediatamente para identificar e castigar os autores materiais e os cúmplices
do assassinato do jornalista”
CONSIDERANDO
que o princípio 4 da Declaração de Chapultepec estabelece
que ““o assassinato, o terrorismo, o seqüestro, a intimidação,
a prisão injusta dos jornalistas, a destruição material
dos meios de comunicação, qualquer tipo de violência e impunidade
dos agressores afetam seriamente a liberdade de imprensa e de expressão.
Estes atos devem ser investigados com prontidão e castigados severamente”
A ASSEMBLÉIA GERAL
DA SIP RESOLVE
reconhecer que o compromisso assumido pela procuradoria-geral para reforçar
as investigações começa a dar resultados positivos nos
casos dos jornalistas Orlando Sierra, José Emeterio Rivas e Efraín
Varela Noriega, e pedir que os progressos apresentados se traduzam em verdadeiras
provas que permitam que os juízes castiguem os autores intelectuais desses
crimes
exortar a procuradoria-geral
para que no processo de reativação das investigações
dos assassinatos de Carlos Lajud Catalán, morto em 19 de março
de 1993, e de Gustavo Ruiz Cantillo, morto em 15 de novembro de 2000, façam-se
investigações que apresentem provas sólidas, e que para
tanto é preciso reforçar os recursos humanos e técnicos
para que os juízes possam designar as responsabilidades correspondentes
insistir junto à
procuradoria-geral para que tome as medidas necessárias para reativar
todas as investigações que continuam na etapa de levantamento
de provas, em alguns casos há quase 10 anos, e que atenda ao pedido reiterado
da SIP de revisar cada um dos processos de assassinatos de jornalistas que foram
arquivados ou suspensos para determinar a viabilidade de reativá-los
nas diversas procuradorias regionais
exortar a procuradoria-geral
a fornecer mais recursos humanos e técnicos aos promotores da Unidade
de Direitos Humanos e o apoio constante das autoridades judiciais para que possam
ter progressos e realizar de modo eficiente suas investigações
pedir a procuradoria-geral
que explique por que não houve progresso na investigação
do assassinato de Jaime Garzón, ocorrido em Bogotá em 13 de agosto
de 1999, e que tome medidas imediatas para que a investigação
traga os resultados esperados no que se refere à punição
dos responsáveis.
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