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IMPUNIDADE-VENEZUELA
Resolução da 62a Assembléia Geral
Cidade do México, México
2006
CONSIDERANDO
que nos últimos meses houve um aumento da violência contra jornalistas
CONSIDERANDO
que foram assassinados Jesús Flores Rojas, correspondente do jornal La
Región em El Tigre, Anzoátegui, em 23 de agosto de 2006; José
Joaquín Tovar, editor e colunista do semanário Ahora, de Caracas,
em 17 de junho, e Jorge Aguirre, fotojornalista do jornal El Mundo, Caracas,
em 5 de abril, sem que até o momento se tenha esclarecido quem são
os responsáveis
CONSIDERANDO
que continuam sem solução os assassinatos de Mauro Marcano, vereador
independente e apresentador de um programa na rádio Maturín, em
Maturín, Monagas, ocorrido em 1º de setembro de 2004, e de Jorge
Tortoza, repórter gráfico do jornal 2001, de Caracas, morto em
11 de abril de 2002
CONSIDERANDO
que o princípio 4 da Declaração de Chapultepec estabelece
que ““o assassinato, o terrorismo, o seqüestro, a intimidação,
a prisão injusta dos jornalistas, a destruição material
dos meios de comunicação, qualquer tipo de violência e impunidade
dos agressores afetam seriamente a liberdade de imprensa e de expressão.
Estes atos devem ser investigados com prontidão e castigados severamente”
A ASSEMBLÉIA GERAL DA SIP
RESOLVE
exortar as autoridades da Venezuela
a intensificarem as investigações para descobrir quem foram os
responsáveis materiais e os mandantes dos crimes e levá-los a
julgamento pelas mortes de Flores, Tovar e Aguirre
insistir para que as investigações
continuem para que se descubra quem foram os mandantes dos assassinatos de Marcano
e Tortoza.
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