CARIBE
Antígua e Barbuda
Em 13 de setembro, o primeiro-ministro assinou
a Declaração de Chapultepec, fato que constitui uma mudança
notável, pois há alguns anos a liberdade de imprensa nessas
ilhas era, no melhor dos casos, bastante tênue e, no pior, encontrava-se
em estado de sítio.
O jornal de propriedade privada Daily Observer, e sua emissora de rádio
sofreram muitas perseguições por parte do governo ao longo dos
anos, e espera-se que o governo, que controla ou é dono da maioria
dos meios, promova agora um clima mais propício para que os meios independentes
possam operar livremente.
Bahamas
No momento, não existem problemas que
pudessem afetar a liberdade de imprensa.
Barbados
Barbados continua a desfrutar de uma total liberdade
de imprensa.
Guiana
O presidente assinou a Declaração
de Chapultepec no início deste ano.
Dois jornais privados, The Stabroek News e o Kaieteur News, e várias
estações de televisão privadas operam livremente e sem
censura ou interferência.
O governo mantém o monopólio de rádio, porém comprometeu-se
em aprovar uma nova lei de radiodifusão e um porta-voz do governo declarou
que, com isso, serão emitidas licenças para estações
de rádio privadas.
Granada
Granada continua desfrutando de liberdade de
imprensa, embora inicialmente, o primeiro-ministro e, recentemente, o de Saint
Vincent e Grenadines levantaram a questão de que a Organização
dos Estados do Caribe Oriental (OECS) deveria tentar estabelecer um código
de ética para os meios da região. Mesmo assim, alguns jornais
estão realizando reuniões com o objetivo de estabelecer um código
de prática e criar um Conselho de Reclamações Jornalísticas
para o Caribe Oriental, incluindo Barbados.
Granada tem cerca de 10 estações de rádio independentes
e quatro estações de televisão, três semanários
e várias publicações que expressam suas opiniões
livremente.
Um ex-radialista que declarou em um programa que havia sido informado sobre
uma conspiração do governo para assassinar um ex-ministro, retornou
recentemente à ilha, depois de ter desaparecido para não enfrentar
um processo por difamação criminosa. Foi preso e mantido em
custódia por cerca de um mês depois de seu comparecimento inicial
na corte. Recentemente, foi liberado sob fiança e iniciou uma campanha
contra as condições na prisão.
O diretor do semanário Grenada Today enfrenta acusações
de difamação caluniosa por um dos artigos do jornal que, quase
semanalmente, criticam o governo. O caso foi recusado pelo tribunal de primeira
instância, com base no direito constitucional à liberdade de
expressão, mas a sentença original foi revogada após
uma apelação do Estado. Posteriormente, conseguiu-se uma apelação
perante o Privy Council de Londres, que é o tribunal final de apelação
para os países da Commonwealth.
Trinidad e Tobago
Durante este período, houve a mudança
de governo, passando do Congresso de Unidade Nacional (UNC) para o Movimento
Popular Nacional (PNM). O novo primeiro-ministro, Patrick Manning, tem seguido
uma política de não intervenção com relação
aos meios de comunicação, os quais não se encontram ameaçados
pela declaração de política proposta pelo regime anterior,
e que foi fortemente combatida pelos meios noticiosos em Trinidad e Tobago
e em outras partes do Caribe.
Jamaica
A empresa The Gleaner Company Limited ingressou
um recurso perante o Tribunal de Recursos da Jamaica contra as duas principais
sentenças por difamação emitidas contra a companhia em
1995 e 1996, de aproximadamente US$650.000 e US$2,3 milhões, respectivamente.
Em 31 de julho, o tribunal determinou a redução da indenização
de US$2,3 milhões para aproximadamente US$750.000, mas a empresa entrou
com recurso contra esta determinação perante o Privy Council.
Haverá uma audiência para o caso em maio de 2003. A sentença
de indenização de US$650.000 foi enviada para nova análise
pelo Supremo Tribunal da Jamaica.
Recentemente, o Privy Council confirmou o veredicto em um processo de difamação
que havia sido apelado com sucesso pela Gleaner no Tribunal de Recursos da
Jamaica. A decisão do Privy Council neste caso foi aclamada como um
marco na lei sobre difamação, admitindo-se agora que, com freqüência,
é possível haver diferentes interpretações (na
leitura de um artigo), e não somente aquela que seria a mais provavelmente
entendida por um leitor sensato. O tribunal, entretanto, advertiu que um jornalismo
mal executado ainda poderia causar problemas e que, sempre que possível,
a ambigüidade deveria ser evitada; que este não deveria ser uma
tela por trás da qual um jornalista está "disposto a ferir,
e ainda assim temendo atacar".
O governo aprovou uma Lei de (Prevenção da) Corrupção
e uma Lei de Acesso à Informação. Ambas referem-se a
certas obrigações que a Jamaica tem como membro da Organização
dos Estados Americanos. Não obstante, a legislação sobre
o Acesso à Informação necessita de determinados regulamentos
importantes para que possa ser totalmente aplicada.
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