CARIBE
ANTÍGUA
E BARBUDA
Em 13
de setembro de 2002, o primeiro-ministro de Antígua e Barbuda assinou
a Declaração de Chapultepec. Essa é uma mudança
notável já que, durante alguns anos, a liberdade de imprensa
nessas ilhas foi fraca e, em alguns casos, inexistente.
O jornal Daily Observer, de propriedade privada, e sua estação
de rádio sofreram muitas perseguições por parte do governo
ao longo dos anos e se esperava que, depois de assinar a Declaração
de Chapultepec, o governo, que é proprietário da maioria dos
meios e os controla, promoveria um clima mais propício para que os
meios independentes funcionassem de forma livre e rentável.
Entretanto, parece que isso não ocorreu, visto que recentemente tanto
o Daily Observer quanto sua estação de rádio foram obrigados
a pagar EC$3M em impostos de renda, pagáveis antes da apelação.
Os resultados financeiros das duas empresas não garantiram o pagamento
dessas taxas. O governo ainda não pagou os custos devidos à
Observer Radio Station, tendo o caso do fechamento ilegal dessa emissora de
rádio sido ouvido pelo Privy Council em 2001.
Deverão ser realizadas eleições no ano que vem e espera-se
que os meios de propriedade do governo tratem de forma justa todos os partidos
políticos.
BAHAMAS
Não
existem atualmente problemas que possam afetar a liberdade de imprensa.
BARBADOS
Não
houve registro de casos que afetem a liberdade de imprensa.
GUIANA
O presidente
da Guiana assinou a Declaração de Chapultepec no ano passado.
Dois jornais de propriedade privada, The Stabroek News e o Kaieteur News,
assim como várias estações de televisão privadas,
operam livremente e sem censura ou interferência alguma.
O governo mantém o monopólio das rádios. Entretanto,
comprometeu-se a aprovar uma nova lei de radiodifusão. Um porta-voz
do governo disse que em breve serão concedidas licenças para
estações de rádio privadas. Com isso, estará completada
a liberalização dos meios.
GRANADA
Granada
continua desfrutando de liberdade de expressão. Recentemente, 16 organizações
jornalísticas localizadas em Antígua, Granada, Barbados, Santa
Lúcia, São Vicente e Montserrat, formaram o Conselho da Imprensa
do Caribe Oriental, que atenderá a todas as queixas da imprensa. Os
diretores dessa organização são Harold Hoyte, Ricky Singh
e Leslie Pierre e sua presidente é Lady Simmonds de Barbados. Todas
essas pessoas gozam de grande respeito por sua imparcialidade.
TRINIDADE E TOBAGO
Houve
mudança de governo em Trinidade no ano passado, que passou do Congresso
da Unidade Nacional (UNC) para o Movimento Popular Nacional (PNM).
O primeiro-ministro, Patrick Manning, assinou a Declaração de
Chapultepec no final do ano passado. Tem seguido uma política de não
intervenção com respeito aos meios, os quais estão ameaçados
pela declaração de política que propusera o regime anterior
e contra a qual se opuseram firmemente os meios noticiosos em Trinidade e
Tobago e em outras partes do Caribe.
JAMAICA
A empresa
The Gleaner Company Limited apelou perante o Tribunal de Recursos da Jamaica
aos dois principais processos por difamação movidos contra a
empresa em 1995 e 1996, por aproximadamente US$650.000 e US$2,3 milhões,
respectivamente.
Em 31 de julho de 2000, o tribunal ordenou a redução da decisão,
de US$2,3 milhões para cerca de US$750.000, mas a empresa apelou dessa
decisão perante o Privy Council de Londres, o tribunal final de recursos
para os países da Comunidade Britânica de Nações.
O caso será examinado em maio deste ano.
A sentença de US$650.000 foi enviada para revisão pelo Supremo
Tribunal da Jamaica.
Em junho de 2002, o Privy Council confirmou o veredicto em um caso de difamação
que havia sido apelado com sucesso pela empresa Gleaner perante o Tribunal
de Recursos da Jamaica. A decisão do Privy Council nesse caso foi recebida
como um marco na lei sobre difamação, já que admite-se
agora que seja possível haver distintas interpretações
(ao se ler um artigo), e não a que seria mais provável de ser
percebida por um leitor razoável. Entretanto, o tribunal advertiu que
se deveria evitar ao máximo exercer-se um jornalismo descuidado, já
que poderia causar problemas e ambigüidades, e que o jornalismo não
deveria ser uma tela atrás da qual um jornalista “esteja disposto
a ferir, mas tenha medo de atacar”.
O governo aprovou uma Lei de (Prevenção da) Corrupção
(que entrará em vigor em agosto de 2003) e uma Lei de Acesso à
Informação. Ambas coincidem com certas obrigações
que a Jamaica tem como membro da Organização dos Estados Americanos.
Entretanto, a legislação carece de certos regulamentos importantes,
sem os quais não pode ser aplicada totalmente.
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