57 ASSEMBLÉIA DA SIP EM
Washington, D.C
, 12 a 16 de outubro de 2001

Relatórios Pais-por-Pais
Argentina Aruba Bolivia Brasil Canada Caribe
Chile Colombia Costa Rica Cuba El Salvador USA
Guatemala Haiti Honduras Mexico Nicaragua Panama
Paraguai Peru Porto Rico R. Dominicana Uruguai Venezuela

EL SALVADOR


Nesse período, verificou-se a continuação da tendência por parte de muitos funcionários de retenção de informações de interesse público, o que dificulta a obtenção de material, especialmente em trabalhos investigativos.
O caso mais grave de intimidação de fontes ocorreu no Ministério Público. O procurador-geral da República, Belisario Artiga, ameaçou, no final de agosto desse ano, usar o artigo 324 do Código Penal contra funcionários que teriam supostamente fornecido um documento para o El Diario de Hoy.
Tratava-se do relatório do promotor Roberto Vidales sobre o uso indevido de diplomas de advogados - muitos deles exercendo função de juízes - não endossados pelo Ministério de Educação ou obtidos de forma irregular. O documento foi impresso pela Procuradoria-Geral em um número não determinado de cópias que foram distribuídas à Corte Suprema, ao Conselho Nacional de Judicatura e a outros funcionários não especificados. Deve-se observar que o documento não notificava em nenhuma de suas partes sobre o caráter de confidencialidade alegado pela Procuradoria nem apresentava assinatura que estabelecesse a responsabilidade de sua autoria a nenhuma autoridade. Depois de se confirmar a autenticidade do documento, partes dele, incluindo nomes dos profissionais investigados, foram divulgadas no referido jornal matutino por se considerar que seu conteúdo era sem dúvida de interesse público.
A persistente ameaça da Procuradoria em diversas instâncias gerou o temor generalizado em fontes do setor da justiça que agora, mesmo em casos de menor importância, se negam a responder perguntas dos jornalistas, o que compromete a liberdade de informação.
Outro incidente ocorreu quando Wilfredo Avelenda, diretor da Região Metropolitana da Polícia Civil Nacional, expulsou da delegacia uma redatora e uma fotógrafa do jornal Mas porque o referido jornal publicou acusações de assédio sexual contra ele e pelas quais responde atualmente em juízo.
A expulsão impediu que as jornalistas cobrissem adequadamente a captura de dois militares acusados de ameaças e seu posterior retorno ao trabalho, o que configurou um atentado ao livre exercício do jornalismo.
Um protesto verbal por parte da direção do jornal Mas perante a Chefatura de Comunicações da Polícia Civil Nacional não obteve resposta oficial até a presente data. Nenhuma das jornalistas expulsas e verbalmente agredidas era autora dos artigos que desagradaram Avelenda.
O La Prensa Gráfica denunciou as dificuldades enfrentadas pelos jornalistas nos órgãos públicos para obtenção de informações na Presidência da República e na Corte Suprema de Justiça.
"Na Corte Suprema, as resoluções das diferentes salas do tribunal máximo são manipuladas pelo diretor de comunicações, que distribui a seu critério as resoluções aos meios de sua conveniência. Ele expressou abertamente sua ira para com o La Prensa Gráfica pelo que considera um 'mau tratamento' aos magistrados da Corte. Refere-se a críticas e reportagens que apontam deficiências na administração da justiça."




Perguntas ou Comentários? escreva-nos

© 1999 Sociedade Interamericana de Imprensa. Todos os direitos reservados.

 

 Relatórios e Resoluções


Reunión de Medio Año
República Dominicana
Casa de Campo
Marzo 15 al 19, 2002


 Selecione um Ano
  1999