HONDURAS
A liberdade de imprensa é
constantemente ameaçada em Honduras, mas não há maiores
problemas no exercício do jornalismo e no relato de informações
pelos meios escritos ou de radiodifusão.
A ameaça teórica vem da existência de um colégio
de jornalistas que exige a afiliação obrigatória para
o exercício do jornalismo, mesmo que mais da metade dos profissionais
que trabalham nos meios não sejam afiliados e não sofram represálias.
Jornalistas de renome que saíram dos meios de comunicação
denunciando repressão governamental ou política, encontram-se
novamente à frente dos noticiários nacionais, talvez em melhores
posições do que antes.
Em 6 de fevereiro, o programa “Interpretando la Noticia”, da Radio
América, dirigido pelo jornalista Eduardo Maldonado foi tirado do ar.
Maldonado disse que sua saída foi conseqüência de “perseguição,
censura e controle” do governo contra ele. O jornalista denunciou que
essa perseguição continuou quando ele quis transmitir o mesmo
programa pelas emissoras de rádio Reloj e STC nas duas semanas seguintes.
O programa já havia sofrido um duro golpe quando David Romero Elner,
que fazia dupla com Maldonado, teve que fugir do país no meio do ano
passado, por problemas legais não ligados ao exercício da profissão.
Em 7 de outubro, o canal de televisão Voz e Imagen de Centro América,
VICA, e a rádio La Voz de Centroamérica, que funcionam no mesmo
local na cidade de San Pedro Sula, foram fechados por ordem municipal. Eles
permaneceram fechados por quatro horas e meia.
A prefeitura alegou falta de pagamento de impostos e declarou que os responsáveis
pelo fechamento incorrretamente associaram o nome VICA com a rádio
e a estação de televisão. A empresa denunciou o fato
à Promotoria, que está examinando o processo.
O jornalista Germán Antonio Rivas, diretor-gerente da Corporación
Maya Visión, Canal 7, da cidade de Santa Rosa de Copán, na zona
oeste do país, sofreu um atentado em 24 de fevereiro, quando chegava
em casa à noite. Um indivíduo disparou contra ele, sem feri-lo.
Rivas é diretor do noticiário “CMV Noticias”. A
denúncia foi feita à polícia, mas não há
indícios sobre o responsável pelo atentado.
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