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Reunião de Meio
de Ano
San Salvador, Marzo 21-24
El Salvador
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NICARAGUA
O Supremo Tribunal de Justiça
ainda não emitiu uma decisão sobre o recurso por inconstitucionalidade
apresentado contra a Lei N? 372, que criaria o Colégio de Jornalistas
da Nicaragua. A lei ainda não foi implementada por causa de desavenças
entre as duas associações de jornalistas, às quais, pela
lei, formariam o Colégio de Jornalistas.
O Supremo Tribunal também ainda não decidiu sobre um recurso
para o fechamento da emissora de rádio La Poderosa; cuja freqüência
foi cancelada por supostas irregularidades. Segundo a diretoria da TELCOR,
órgão regulador do governo, a COPROSA, entidade da Igreja Católica
que é proprietária da licença, não apresentou
recurso contra a medida.
Em 1º de março, o La Prensa publicou uma carta de Tirso Moreno
Aguilar, ex-comandante da Resistencia (Contras), que em 22 de outubro de 2002
assaltou a mão armada a redação do jornal e manteve vários
jornalistas como reféns. Moreno, que se encontra na prisão à
espera de um tribunal do júri, pediu desculpas de maneira “pública,
honesta e sincera”, alegando que agiu em estado de embriaguez.
Na primeira semana de março, houve um debate público sobre a
isenção de impostos estabelecida para os meios de comunicação.
A controvérsia ocorreu depois que o deputado sandinista Bayardo Arce
declarou que essas isenções deveriam ser anuladas. O presidente
Enrique Bolaños pediu, em declarações à imprensa,
que aqueles que se beneficiam com essas isenções renunciassem
voluntariamente a esse benefício e “começassem a pagar
seus impostos”.
Tanto o La Prensa como o El Nuevo Diario declararam que as isenções
de impostos constitucionais começaram como uma garantia para a liberdade
de expressão e informação e como uma proteção
contra as possíveis pressões fiscais que os governos futuros
pudessem realizar. Os meios de comunicação pagam o imposto sobre
a venda de publicidade, o imposto de renda e impostos sobre outros rendimentos
ou venda de produtos como CDs, enciclopédias, etc.
O presidente Bolaños declarou depois que tinha sido mal interpretado
e que não é contra essas isenções.
A jornalista Carol Munguía, correspondente do La Prensa na cidade de
Chinandega, está sendo processada pelo suposto delito de calúnia,
por ter publicado notícias sobre a detenção de dois nicaragüenses
em El Salvador. Eles foram processados e uma semana depois da publicação
foram liberados sem acusação formal.
As notícias sobre a captura e a subseqüente liberação
foram publicadas no La Prensa, mas a irmã de um dos processados, esposa
de um deputado sandinista, deu prosseguimento ao processo. A fonte dessas
notícias foi o jornal La Prensa Gráfica de San Salvador.
Encontra-se em discussão um projeto de lei de Igualdade de Oportunidades,
que já foi aprovado por uma comissão parlamentar.
A discussão deste projeto de lei, apresentado em 1999, tem sido adiada
repetidamente porque alguns setores da sociedade se opõem por considerarem
que ele legalizaria o aborto, o que ameaçaria a integridade da família,
e imporia uma cota de 40% de funcionários do sexo feminino para todas
as empresas públicas e privadas, inclusive os meios de comunicação.
A lei prejudicaria a liberdade de expressão e de imprensa ao criar
um órgão estatal que “colaboraria” com os meios
de comunicação para garantir que eles somente apresentem as
mulheres de acordo com os requisitos da lei; e examinaria as políticas
de divulgação “com o objetivo de integrá-las em
uma política de gênero” (artigos 49 e 55).
O projeto também proibiria imagens, informações, notícias
e linguagem ofensivas e discriminatórias para com a mulher, obrigaria
uma “participação plena e eqüitativa da mulher nos
meios de divulgação e na administração e produção
de programas” (artigo 57); ordenaria a elaboração —“conquanto
que não atente contra a liberdade de expressão”—
de mecanismos regulamentares para que os meios nacionais e internacionais
apresentem “um equilíbrio entre as imagens de homens e mulheres”
(artigo 59); e submeteria a publicidade nos meios aos mesmos parâmetros
estabelecidos pela lei aos mesmos meios (artigo 64).
Até o momento, a oposição a essa Lei de Igualdade de
Oportunidades centralizou-se nos aspectos do aborto, família e nas
cotas obrigatórias de contratação.
No início de março, a emissora Radio Máxima, da cidade
de Masaya, foi fechada por resolução da entidade reguladora
das telecomunicações, Telcor, porque, supostamente, não
cumpria o horário de transmissão e seu sinal não cobria
a área mínima requerida pela lei e estabelecida em sua licença
de operação.
O proprietário da emissora de rádio, Carlos Mario Peña,
é um líder da coalizão sandinista Convergência
Nacional e oponente do presidente Enrique Bolaños. Peña denunciou
que o fechamento de sua emissora não se deve a motivos técnicos,
mas que é uma represália por suas críticas ao prefeito
pró-governo de Masaya, Carlos Iván Hüeck.
Carlos Mario Peña apresentou um recurso contra a decisão da
Telcor, que está pendente.
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