PORTO RICO
O ano começou com uma vitória judicial favorável à
liberdade de imprensa, ao ser declarada inconstitucional a difamação
criminal. O Tribunal Federal de Recursos do Primeiro Circuito de Boston determinou
que os quatro artigos da lei de difamação criminal de Porto
Rico são inconstitucionais. No caso, que dura vários anos, intervieram
a Caribbean International News, matriz do jornal El Vocero, os jornalistas
deste jornal, Tomás De Jesús Mangual e Jorge Luis Medina, o
jornalista Manny Suárez, do The San Juan Star, e a Overseas Press Club
de Porto Rico (OPC). O departamento de Justiça decidiu não ingressar
recurso contra a decisão do Tribunal Federal. No momento, o senado
de Porto Rico está revisando o Código Penal e levará
em consideração a decisão do Tribunal Federal, segundo
o senador Eudaldo Báez Galib, presidente da Comissão Judiciária
do senado.
O sistema judiciário continua estudando um caso apresentando por várias
figuras políticas, inclusive o presidente de um partido local, que
apresentou acusações criminais de distúrbio público,
relacionadas com um protesto pela ausência da bandeira norte-americana
em um órgão do governo. O julgamento de quatro deles está
marcado para 5 de maio no Tribunal Superior de San Juan, quando se espera
que um grupo de jornalistas que cobriu o incidente seja chamado para testemunhar.
Esses mesmos jornalistas foram convocados pela promotoria durante a fase de
investigação da acusação. Alguns deles aceitaram
a convocação, mas recusaram-se a testemunhar, e outros não
se apresentaram. A promotoria também forçou três estações
de televisão privadas a entregar os vídeos não editados
do incidente e a estação estatal TuTV-Canal 6, que edita seus
vídeos imediatamente, teve que preparar um vídeo com os segmentos
utilizados em seu noticiário. O vídeo do Canal 6 e os vídeos
não editados das estações comerciais estão sendo
usados como prova de acusação da promotoria.
O Supremo Tribunal rejeitou uma petição da Associação
de Jornalistas de Porto Rico para eliminar o estado de mordaça judicial
na sala do tribunal em que está sendo realizado um julgamento de um
caso de brutalidade policial.
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