CARIBE DE LÍNGUA INGLESA
Reunião de Meio de Ano
Quito, Equador
17 a 20 de março de 2006


BARBADOS

Durante o período não ocorreram fatos que afetassem a liberdade de imprensa

A promessa de se implementar uma Lei de Liberdade de Informação continua sendo uma promessa.


GUIANA

Dois jornais privados, o Stabroek News e o Kaieteur News e várias estações de televisão privadas operam livremente.

O Governo mantém um monopólio de rádio herdado do governo anterior em 1992. Prometeu-se nova legislação de radiodifusão há bastante tempo para regular a emissão e renovação de licenças e para monitorar os padrões de radiodifusão. Um porta-voz do governo disse que licenças para rádios privados seriam emitidas, mas nada foi feito. Isso completaria a liberalização da mídia.

Nesse período, entretanto, criou-se uma Comissão Consultiva sobre Radiodifusão, que faz recomendações ao Ministro sobre a emissão, suspensão e/ou cancelamento de licenças de radiodifusão para estações de rádio e televisão (inclusive o cancelamento de radiodifusão sem licença), monitora a adesão aos ou a quebra de padrões de conteúdo de radiodifusão por parte dos licenciados, recebe e investiga as reclamações sobre padrões de radiodifusão, faz recomendações sobre a ação apropriada em casos de violações das condições da licença após a devida investigação e executa quaisquer outros deveres que o ministro responsável possa solicitar, de acordo com os limites das regulamentações e da lei.

Não há Lei de Liberdade de Informação. Há algum acesso aos ministros do governo e outros órgãos do governo, mas isso pode ser melhorado; e um membro da oposição do parlamento indicou que existe uma intenção de se apresentar um projeto de lei sobre a liberdade de informação para possível aprovação.

JAMAICA

O país enfrenta grandes desafios por parte dos governos e agentes do estado para a exercício de suas profissões. Foram cometidas várias violações da liberdade de expressão. Houve tentativas de censurar ou pressionar diferentes formas de expressão; jornalistas não tiveram acesso à informação, foram intimidados e tiveram seus equipamentos destruídos.

Alguns exemplos:

No ano passado, as atualizações semanais das estatísticas sobre assassinatos da Constabulary Communications Network (CCN) estavam inacessíveis aos jornalistas, o que violava o princípio 4 do Artigo 13 da Convenção Americana de Direitos Humanos, o que demonstra a restrição do acesso às informações por parte do Estado.

As estatísticas sobre assassinatos foram interrompidas por algum tempo. Posteriormente a CCN começou a divulgar estatísticas trimestrais, o que afetava o fluxo adequado de informações. Somente no final de janeiro de 2006 as estatísticas semanais voltaram a estar disponíveis aos jornalistas.

Os membros da força policial jamaicana violaram o princípio 9 do Artigo 13 da Lei sobre a Liberdade de Expressão, quando atacaram o cinegrafista da Television Jamaica (TVJ), Eldorando Mullings, enquanto este filmava uma operação policial no centro de Kingston em agosto de 2005. Sua câmera foi confiscada, sendo posteriormente devolvida à estação de televisão sem um pedido de desculpas por escrito.

Os administradores da mídia jamaicana mencionaram as leis de difamação como a maior ameaça à liberdade da imprensa, pois estas leis estão obsoletas. A World Press Freedom Review advertiu sobre o uso da legislação para restringir a imprensa e mencionou a saga interminável da ação de difamação ganha pelo ex-ministro de Turismo Anthony Abrahams contra o ex-diretor da Gleaner Company Limited, Dudley Stokes, e a Gleaner Company Limited. A Freedom House, uma organização não governamental norte-americana, apoiou o recurso apresentado por Dudley Stokes e a Gleaner Company à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (IAHCR).
A World Press Freedom Review solicitou à IAHCR que “reprovasse o governo jamaicano por negar a Dudley Stokes … a proteção à sua liberdade de expressão e, por extensão, por ameaçar os cidadãos da Jamaica com a restrição do acesso a informação”.

A IAHCR pediu para o advogado do ex-editor chefe entrar em “discussões amigáveis” com o governo com relação a esta petição. A petição busca: “Compensação justa pelos custos e danos” que resultaram “das violações” do direito constitucional de liberdade de expressão do ex-diretor e mudanças nas leis obsoletas do país.

TRINIDAD

Como na Jamaica, os profissionais da mídia de Trinidad enfrentam grandes desafios por parte dos governos e agentes do estado para o exercício de sua profissão.

A fotojornalista Suzette Edwards-Lewi, do jornal Guardian foi gravemente assediada por um policial enquanto cobria uma história em Port of Spain em janeiro de 2005, quando tentava fotografar policiais algemando vários escolares que perturbavam a paz em um evento pré-carnavalesco. Ela relatou que o policial tirou sua blusa e a golpeou no braço e nas costas. Ela posteriormente foi acusada de resistir à prisão e de obstruir a justiça.

Em agosto do mesmo ano, outro repórter do jornal Guardian alegou que o cartão de memória digital foi retirado de sua câmera e atirado na lama por um policial enquanto ele tentava fotografar os danos de uma inundação no Distrito Policial de Caroni em Trinidad.

O cinegrafista de televisão autônomo Ivan Toolsie, foi detido pelos seguranças da MTS (empregados pelo Estado) no San Fernando General Hospital e foi ‘incentivado’ a apagar a gravação de vídeo que tinha acabado de fazer de despejo ilegal e vazamentos de esgoto no complexo.



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