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REPÚBLICA
DOMINICANA
Reunião de Meio de Ano
Quito, Equador
17 a 20 de março de 2006
Neste período
prevaleceu uma situação geral de respeito para o livre exercício
jornalístico. Não obstante, é motivo de preocupação
a lentidão e pouca eficácia das autoridades na perseguição,
captura e castigo das pessoas procuradas por crimes e agressões contra
jornalistas no exercício da profissão.
Um ano e meio após
o assassinato a tiros do jornalista Juan Andujar, a polícia ainda não
conseguiu deter o suspeito pela morte do jornalista, o qual havia se destacado
por denunciar e combater as atividades do narcotráfico e da criminalidade
em geral no sul do país.
No local do escritório
em Azua do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) colocaram
recentemente várias cruzes negras, o que o sindicato interpretou como
uma ameaça contra os jornalistas dessa cidade e uma reação
às denúncias formuladas pela diretoria da entidade.
A agressão contra
o jornalista e comentarista de rádio e televisão tampouco foi
esclarecida, ainda que as investigações tenham começado
em setembro de 2004 e apesar das insistentes reclamações para
que o caso não fique impune.
As autoridades também
não deram respostas satisfatórias às denúncias de
agressões e ameaças contra os jornalistas Roberto Sandoval e Rafael
G. Santana.
Sandoval, que produz o espaço ´´Tribuna de la Noche´´
na Radio Comercial e o programa ´´Justo a Tiempo´´,
no canal 10 da Telecable Nacional, denunciou, no início do mês,
que três homens armados o seqüestraram e que ele conseguiu escapar
quando tentavam matá-lo em uma comunidade de Llamaza. Sandoval atribuiu
a ação a seus pronunciamentos contra a criminalidade. Até
o momento não se conhece o resultado da investigação policial.
Em dezembro de 2005 o jornalista
Rafael G. Santana denunciou que tanto ele como sua família sentiam-se
ameaçados pela vigilância que indivíduos fortemente armados
mantinham perto de sua residência. Santana, que atribui as ameaças
à sua campanha contra o narcotráfico e a corrupção,
reclama que nenhuma autoridade tentou investigar sua denúncia, e assim
teme por sua segurança.
Outro sinal preocupante
é certo nível de falta de respeito, intolerância e incompreensão
de algumas autoridades e também de entidades e de cidadãos com
relação ao trabalho dos jornalistas que assumem posturas críticas.
Permanece no limbo jurídico
o processo contra os autores intelectuais do jornalista Orlando Martínez
e a queixa de seus pais e da imprensa pela falta de interesse em identificar
e castigar os autores materiais, após vários anos de um fato que
foi motivo de luto para a imprensa nacional.
O Sindicato Nacional de
Trabalhadores da Imprensa (SNTP) solicitou, recentemente, que as autoridades
competentes investigassem e apresentassem à justiça os responsáveis
pelas agressões contra vários jornalistas e cinegrafistas, na
Línea Noroeste, Higuey, Monte Plata e Sur.
Em março foram agredidos
os jornalistas William Estévez, secretário-geral do escritório
de Dajabón do SNTP e correspondente do Canal 29 de Santiago; Rafael Mets,
correspondente da Telemicro, canais 5 e 15. Também foram agredidos por
militares do exército nacional o jornalista Juan Bautista Rodríguez
(Milingo), correspondente do jornal Listin Diario, e o cinegrafista Julio Arache,
da Mía TV, Canal 10, enquanto cobriam a expulsão de um grupo de
agricultores na comunidade de Ruanillo, Higuey.
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