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NICARAGUA
Relatório para a 62a Assembléia Geral
Cidade do México, México.
29 de setembro a 3 de outubro de 2006
Ocorreram
nesse período violações graves da liberdade de imprensa.
O Supremo Tribunal de Justiça ainda não emitiu sentença
sobre vários recursos de inconstitucionalidade apresentados contra a
lei que cria o Colégio de Jornalistas. Este colégio está
inoperante devido, principalmente, às divergências entre seus membros.
A Lei de Acesso a Informações
Públicas, projeto que tem sido discutido há vários anos,
já foi aprovada por uma comissão parlamentar, e aguarda-se agora
que as bancadas majoritárias da Assembléia Nacional e sua Junta
Diretora decidam incluí-la na agenda da sessão plenária
do Poder legislativo, o que tem sido adiado indefinidamente.
No que se refere à
avaliação parlamentar favorável, representantes dos órgãos
que defenderam a aprovação da Lei de Acesso a Informações
Públicas, tais como a Fundação Violeta Chamorro, da Nicarágua,
e o Centro Carter, dos Estados Unidos, consideram que a lei seja positiva.
Em meados de junho, a juíza
da 2ª Vara Penal, Adela Cardoza, confirmou a sentença de 26 de abril
deste ano da juíza do 2º tribunal penal local, María José
Morales, inocentando os jornalistas Heberto Rodríguez e Oliver Bodán,
e o fotógrafo Darling Moisés López.
Os jornalistas e o repórter gráfico foram processados pelo suposto
crime de injúria contra Oscar José Salgado e Goretty González
Filipone, funcionários da Procuradoria para Defesa dos Direitos Humanos,
que alegaram ter sido prejudicados pela publicação de um artigo
em que se denunciou que o setor de protocolo da instituição era
usado para “coisas pessoais”, situação que, segundo
eles, lhes causou problemas familiares e profissionais.
As duas juízas decidiram
que os jornalistas não haviam cometido crime de injúria porque
não houve acusação direta de caráter pessoal contra
os funcionários.
As reformas constitucionais que estavam sendo propostas e que eliminariam algumas
isenções para os meios de comunicação não
foram totalmente aceitas, principalmente por causa de uma forte oposição
e de negociações de uma Comissão da SIP que visitou a Nicarágua.
Acrescentou-se uma linha
ao texto que dizia: “as isenções mencionadas neste artigo
serão reguladas pela lei”. Mais tarde, fez-se um acordo com a comissão
correspondente da Assembléia Nacional para determinar especificamente
os materiais que seriam isentos, mas a lei ainda não foi aprovada. Enquanto
isso, os impostos não estão sendo cobrados, e a desvantagem é
que isso não está amparado por lei.
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