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REPÚBLICA DOMINICANA
Relatório para a 62a Assembléia Geral
Cidade do México, México.
29 de setembro a 3 de outubro de 2006
O panorama
da liberdade de imprensa apresenta sinais preocupantes devido a crimes, abusos,
atropelos e atos de intolerância com os jornalistas e os meios de comunicação.
Dois jornalistas foram assassinados nos últimos seis meses, o que gerou
muita inquietação na mídia. Suas mortes são parte
de uma onda de violência e não há provas de que estejam
relacionadas ao trabalho jornalístico; trata-se do comentarista de televisão
e advogado, Domingo Disla Florentino, e do radialista e comerciante Facundo
Labata Ramírez.
O comentarista de televisão e advogado Domingo Disla Florentino foi assassinado
a tiros em 28 de agosto quando regressava a um negócio de sua propriedade
em Boca Chica, a 30 quilômetros da capital dominicana. Em 25 de setembro
o jornalista de rádio e comerciante Facundo Labata Ramírez foi
assassinado por desconhecidos enquanto jogava dominó em frente a uma
loja de alimentos em Los Alcarrizos, a 15 quilômetros de Santo Domingo.
Em início de agosto,
na província de Dajabón, pessoas não identificadas espirraram
gasolina e lançaram um artefato explosivo no veículo do jornalista
César Montesinos, que estava estacionado em frente à sua residência.
Também em agosto, o fotógrafo Orlando Ramos, do jornal Clave Digital
e do semanário Clave, foi golpeado por agentes armados e detido, quando
se preparava para tirar fotografias da Primeira Dama dominicana, Margarita Cedeño
de Fernández, ao término de um concerto no Teatro Nacional.
O jornalista Adonis Santiago
Díaz, do Diario Libre, foi submetido a um interrogatório na Direção
Nacional de Drogas com relação a uma informação
publicada sobre o despejo de drogas na barragem de uma represa.
Um fato similar, denunciado
pelo Colégio Dominicano de Jornalistas, os repórteres Federico
Méndez e Leoncio Comprés, do Diario Libre e Diego Pesqueira, do
jornal Hoy, foram intimados a comparecer em uma audiência para explicar
sobre informações publicadas nas quais se envolvem implicados
em uma máfia que emitia passaportes oficiais com documentos falsos.
Foi registrado um aumento
na prática de intervir nos telefones e aplicar outras formas de espionagem
aos jornalistas e executivos que trabalham em diferentes meios de comunicação,
devido ao emprego de equipamentos de alta tecnologia por parte de grupos que
gozam de impunidade e de uma ampla liberdade de ação.
O assassinato do jornalista
Juan Andujar, ocorrido em setembro de 2004, continua sem uma solução
judicial definitiva. O principal suspeito do crime permanece na prisão,
mas ainda está aguardando julgamento.
Também continua sem
esclarecimento a agressão a tiros sofrida em 2004 pelo comentarista de
rádio e televisão Euri Cabral. As autoridades informaram sobre
a morte de várias pessoas supostamente envolvidas no fato.
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