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Palavras do senhor Ramón Báez
Figueroa, Presidente do Grupo de Comunicação Listín para
introduzir ao Presidente Bill Clinton, na Reunião de Meio Ano da SIP
Casa de Campo, República Dominicana
Março 18, 2002
Neste dia, eu me sinto duplamente privilegiado.
Como membro deste auditório terei o privilégio de escutar em uns
minutos a mensagem do Presidente Bill Clinton, um dos líderes mais carismáticos
e de maior talento que tem influido no cenârio mundial nas últimas
décadas.
E como presidente do Grupo de Comunicação Listin tenho o privilégio
de
introducí-o perante vocês.
O Presidente Clinton é um tipo de líder que se alimenta de desafios.
Numa agenda de seus compromisos dá a impressão de que cada dia
sai a procurar um desafio ou criar-ô.
Pode ser procurar a melhoria econômica dos pobres de Harlem, em Nova
Iorque.
Pode ser a reconstrução de um povo da India.
Pode ser a criação de um fundo para garantir a educacão
universitária dos casais e dos filhos das vítimas dos ataques
terroristas do 11 de setembro.
Ou pode ser a procura da reconciliação no Meio Oriente.
Cualquer que seja a causa, ele será o mais dedicado e o mais incansável
de seus defensores.
O Presidente Clinton nos falará da Globalização, um dos
temas chaves de Sua Presidencia de oito anos nos Estados Unidos, e cújo
impulso êle tem convertido quase numa cruzada no seus constantes viagens
pelos continentes.
Durante seu mandato, o eixo de sua política exterior foi acrescentar
no mundo a comunidade das democracias de livre mercado, estabelecendo no seu
país o desafio de levar a liderança na tarefa de dominar as forças
da Globalização no benefício dos povos em todas as nações.
No marco da sua mensagem -esta Reunião de Meio Ano da Sociedade Interamericana
de Imprensa- é mais que apropriado.
A Globalização no é só um fenómeno que tem
impacto na economia ou que cria ressistencias culturais ou políticas.
Podería, inclusive, ter efeitos na maneira da colheita e difussão
das informações.
E essas tarefas são o centro das preocupações desta organização.
Para a SIP, a existência de uma sociedade libre depende básicamente
da liberdade de expressão e da liberdade da imprenssa.
A liberdade é -sem dúvida- o bem político mais prezado
de uma sociedade.
Faz tempo que eu li esta reflexão sobre a liberdade que agora eu gostaria
compartilhar com vocês: a liberdade fica nos corações dos
homens e das mulheres, e quando morre ali, nao ha Constituição,
nem Lei, nem Tribunal que possa salvá-la.
Mas todos nós sabemos que tem Constituição, Leis e Tribunais
que respondem aos interesses políticos de governos totalitarios e tiranías.
Por isso, a reflexão que eu anteriormente fiz também é
válida ao avesso: Se a liberdade não morre nos corações
dos homens e das mulheres, não tem Constituição, nem Lei,
nem Tribunal que possa matá-la.
Cómo olha um líder da dimensão e da experiência do
Presidente Bill Clinton os desafios que a Globalização traz consigo
e as cautelas e reticências que produz nos povos atrapados na pobreza
e a desigualdade?
¿Globalizará a Globalização a liberdade, a democracia
e a prosperidade?
É um grande honor para mim presentá-lhes a um homem com as melhores
calificações para responder essas inquietudes.
Recebamos com um forte aplauso e em pés, nossa caloroza bem vinda a nosso
distingüido orador convidado: ¡o presidente Bill Clinton!
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