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EQUADOR
CONSIDERANDO
que estão sendo examinados no país
vários projetos de lei que afetam seriamente a liberdade de expressão
e de imprensa e o direito à informação
CONSIDERANDO
que o projeto de lei do Código da Infância
e da Adolescência que está sendo atualmente discutido no Congresso
contempla várias cláusulas que restringem a liberdade de expressão
e de imprensa
CONSIDERANDO
que o projeto do Código da Infância
e da Adolescência prevê certos deveres para os meios de comunicação,
tais como a obrigação de criar e manter espaços nos jornais
dirigidos a crianças e adolescentes, incluir em lugares onde exista uma
população de maioria indígena espaços para publicações
em sua própria língua, e manter espaços gratuitos para
a difusão e publicação de ordens judiciais e administrativas,
de pedidos de instituições ou pessoas físicas para localização
de crianças, adolescentes, seus pais ou familiares
CONSIDERANDO
que o projeto de lei do direito de retificação
ou de resposta que está sendo discutido no Congresso contempla a grave
exigência da imposição de informações aos
meios de comunicação de forma gratuita, imediata e obrigatória
CONSIDERANDO
que o projeto de lei orgânica do tribunal
constitucional contempla a ação de habeas data, permitindo o acesso
de todo cidadão aos documentos de entidades privadas, o que inclui os
meios de comunicação, e que tornaria vulnerável a confidencialidade
da fonte noticiosa, afetando seriamente o fluxo informativo
CONSIDERANDO
que o princípio 1 da Declaração
de Chapultepec diz que "não há pessoas nem sociedades livres
sem liberdade de expressão e de imprensa. O exercício desta não
é uma concessão das autoridades; é um direito inalienável
do povo"
CONSIDERANDO
que o princípio 3 da Declaração de Chapultepec diz que
"As autoridades devem estar legalmente obrigadas a por à disposição
dos cidadãos, de forma oportuna e eqüitativa, a informação
gerada pelo setor público. Nenhum jornalista poderá ser compelido
a revelar suas fontes de informação"
CONSIDERANDO
que o princípio 5 da Declaração de Chapultepec afirma que
"a censura prévia, as restrições à circulação
dos meios ou a divulgação de suas mensagens, a imposição
arbitrária de informação, a criação de obstáculos
ao livre fluxo informativo e as limitações ao livre exercício
e movimentação dos jornalistas, se opõem diretamente à
liberdade de imprensa"
A REUNIÃO DE MEIO DE ANO DA SIP RESOLVE
exortar o Congresso a não aprovar as cláusulas
dos projetos de lei anteriormente citados que restringem a liberdade de expressão
e de imprensa e o direito à informação
solicitar ao Congresso que respeite os princípios
da Declaração de Chapultepec, que foi assinada em 1999 pelos representantes
dos três poderes do Estado.
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