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IMPUNIDADE
BOLÍVIA, COSTA RICA, GUATEMALA, PARAGUAI E
REPÚBLICA DOMINICANA
CONSIDERANDO
que os supostos assassinos de Juan Carlos Encinas,
colaborador de programas de rádio e de televisão na Bolívia,
foram libertados pelo Supremo Tribunal e que não houve progresso na investigação
do crime, que ocorreu em 29 de julho de 2001
CONSIDERANDO
que o caso do jornalista Parmenio Medina, assassinado
em 7 de julho de 2001 em Costa Rica, continua sem elucidação e
que as autoridades limitam-se a informar que dois promotores, quatro investigadores
e um criminalista entrevistaram mais de cem pessoas, revistaram 30 lugares em
busca da arma calibre 38 com a qual o crime foi cometido e interrogaram 75 pessoas
que estiveram em contato como comunicador enquanto este investigava assuntos
de interesse nacional
CONSIDERANDO
que o jornalista Jorge Mynor Alegría Armendáriz
foi assassinado em 6 de setembro de 2001 em Puerto Barrios, Guatemala, e que
a procuradoria de Direitos Humanos concluiu que o crime teve motivação
política, as autoridades tentam considerar o caso como um crime comum
CONSIDERANDO
que o Tribunal de Alto Paraná e Canindeyú
condenou Milcíades Maylin a 25 anos de prisão pelo assassinato
do jornalista comunitário Salvador Medina, ocorrido em 5 de janeiro de
2001 no distrito de Capibary, San Pedro, Paraguai, que houve suspensão
da sentença de supostos cúmplices e que outros continuam foragidos
CONSIDERANDO
que depois do desaparecimento, em maio de 1994,
do colunista Narciso Pinales González, da República Dominicana,
a investigação do caso continua parada e que a justiça
não fez progressos para apuração de responsabilidades
CONSIDERANDO
que o princípio 4 da Declaração
de Chapultepec dita que "o assassinato, o terrorismo, o seqüestro,
a intimidação, a prisão injusta dos jornalistas, a destruição
material dos meios de comunicação, qualquer tipo de violência
e impunidade dos agressores, afetam seriamente a liberdade de expressão
e de imprensa. Estes atos devem ser investigados com presteza e punidos severamente"
A REUNIÃO DE MEIO DE ANO DA SIP RESOLVE
pedir ao governo da Bolívia que use todos
os instrumentos a seu alcance para reativar a investigação e elucidar
o crime
reiterar às autoridades policiais e judiciais
de Costa Rica que continuem as investigações até que se
elucide o crime e compartilhem com a sociedade costa-riquense os progressos
que não comprometam o andamento das investigações
exortar as autoridades oficiais que investigam
o crime na Guatemala a examinem com cautela as provas e depoimentos sobre o
caso para descobrir quem são os verdadeiros responsáveis pelo
assassinato
solicitar ao governo do Paraguai que reabra o caso
com as novas provas fornecidas pelos familiares da vítima, a fim de determinar
quem foi o mandante do crime
pedir ao governo da República Dominicana
que retome o caso e tome as medidas necessárias até que se conheça
o paradeiro do jornalista e se apurem responsabilidades.
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